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Quarta-feira, Maio 30, 2007
Episódio de hoje:SHAKESPEARE LEVE COMO DEVE SER
Os Dois Cavalheiros de Verona, espetáculo do Nós do Morro que esteve em cartaz até domingo no Sesi foi um belo exemplo de como a obra de Shakespeare é eterna e aceita cores diferentes. Unindo sarcasmo, música e um belíssimo trabalho de corpo, o espetáculo mal visto por alguns críticos mais, digamos, ultrapassados, agradou - e muito - ao público presente no Sábado.
Com uma mistura de grupo mambembe e um ar de jovens fazendo luau, o Nós do Morro demonstrou sua inteligência e respeito ao trabalho de grupo.
Inicialmente tive receio de que a presença de Caio Blat no lugar de Thiago Martins pudesse ofuscar o restante do grupo, já que algumas menininhas mais exaltadas cochichavam sem parar quando o viram pela primeira vez, mas não foi isso que aconteceu.
Não podemos também afirmar que o grupo naquele espetáculo brilhe por conta de ter ótimos atores. Alguns parecem ser alunos de uma peça de escola do ensino médio, o que de maneira alguma os transforme em atores ruins, longe de mim querer atestar isso. Apenas afirmo que alguns são realmente bons atores e num grupo heterogêneo notamos facilmente os que brilham mais do que os outros.
Porém este fato não prejudica o espetáculo de maneira alguma, no meu caso fiquei muito mais à vontade para desfrutar. Não há coisa que eu mais odeie do que pessoas que vão ao teatro apenas para ver os defeitos.
Os Dois Cavalheiros de Verona foi uma deliciosa experiência, um Shakespeare leve e divertido como deve ser.
ASSISTA!!!
Que Terá Acontecido a Baby Jane?
Com Bette Davis e Joan Crawford.
Classificação: Imperdível Uma aula de o que é ser atriz.
posted by PARRIOT PB |
10:47
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Sexta-feira, Maio 25, 2007
Episódio de hoj:QUANDO FALA O CORAÇÃO...
Hoje vi um toldo do qual pingavam gotas acumuladas da chuva. Uma gota de cada vez que lentamente partia da quina do toldo, desprendia-se com um cuidado medroso e se jogava na aventura da calçada. Ela era brilhante porque sobre ela refletia a luz branca do poste e embaixo, na calçada, lá onde gota a gota ia caindo havia uma marca de água.
Imaginei a cidade vazia e só aquele toldo, daquele prédio, naquela rua, do qual lentamente ia caindo gota por gota da chuva acumulada. E a música desse balé tedioso era tranqüila, uma valsa leve leve, sem grandes sonoridades.
Minha vida passou em frames por aquela gota. E me lembrei de um sonho que tive na última noite. Nele, alguém morria e eu me lamentava não ter dito pela última vez que amava. E não é o amor isto? Uma gota que se desprende de um lugar e passa a outro e a outro e a outro? E para ela é tudo difícil, porque é lento, porque ela precisa se soltar de um lado para cair em outro, num canto totalmente desconhecido.
E eu chorei. Chorei porque o cinema diz que é para sempre, mas a vida nem sempre imita a arte.
Insensíveis ao esforço vital da gota, transeuntes apressados preocupavam-se apenas em se desviar das gotas. Eram inconvenientes.
E eu quis descer do ônibus naquele momento, me transformar num pássaro ou num fluido qualquer para chegar ali e com as mãos segurar uma a uma aquelas gotas.
E se fosse um filme, a câmera faria um close nas minhas mãos e subiria até um plano bem alto e provavelmente as pessoas continuariam correndo e somente eu, minhas mãos e as gotas permaneceríamos calmos, lentos...
Texto do dia
Do Dia Após a Noite
Jean Cândido
Não lhe dei nada
Além de um arrepio na alma
E a liberdade do tédio que dá
A falta de calor
Da falta de amor
Que a solidão dá
E sei que fez alguma diferença
O perfume deixado, o vinho derramado
A música calada da noite
E os beijos derramados em calda
Por teu corpo, teus travesseiros e chão
E foi chegado o momento
Aquele em que o sol ilumina
Os cômodos escurecidos e silenciosos
E então, o tempo,
Aquele em que a porta se fecha
Deixando pra trás o gozo, o gosto
O tempero, o sal, o doce
Essas coisas todas que ficam na língua
Gravadas e cravadas
Como marcas queimadas
De registros de propriedade.
Imagem do dia
Musician in the Rain de Robert Doisneau
ASSISTA!!
Quando Fala o Coração (SpellBound)
De Alfred Hitchcock
Com Ingrid Bergman e Gregory Peck
posted by PARRIOT PB |
03:13
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Sexta-feira, Maio 18, 2007
Dance Me To The End Of Love
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic 'til I'm gathered safely in
Lift me like an olive branch and be my homeward dove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Oh let me see your beauty when the witnesses are gone
Let me feel you moving like they do in Babylon
Show me slowly what I only know the limits of
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the wedding now, dance me on and on
Dance me very tenderly and dance me very long
We're both of us beneath our love, we're both of us above
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the children who are asking to be born
Dance me through the curtains that our kisses have outworn
Raise a tent of shelter now, though every thread is torn
Dance me to the end of love
Dance me to your beauty with a burning violin
Dance me through the panic till I'm gathered safely in
Touch me with your naked hand or touch me with your glove
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
Dance me to the end of love
posted by PARRIOT PB |
05:51
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Quarta-feira, Maio 16, 2007
Episódio de hoje:O QUE ATRAÍMOS PARA NOSSAS VIDAS
Não é segredo algum, embora um livro tenha sido lançado com essa epígrafe, que nosso pensamento atrai aquilo que determinamos. Isso é dito há anos pela PNL (Programação Neuro-Lingüística), pela Física Quântica, pelos magos do Poder do Subconsciente (instância que para mim não existe).
Mas deixando de lado incongruências filosóficas, o fato é que realmente nosso pensamento é determinante sobre aquilo que recebemos do Universo. Há quanto tempo escutamos aquela frase: "Quando queremos muito algo, o Universo conspira a nosso favor". Lendo agora O Segredo, depois de assistir Quem somos Nós? só posso dizer que o universo sempre conspira a nosso favor. A favor daquilo que pensamos. Se pensamos em algo ruim, se focamos nossa atenção no que será maléfico para nossas vidas, é isso que atrairemos. Quando desejamos e pensamos em coisas boas, obviamente receberemos essas coisas.
É muito sério pensar nessas questões, embora muitos "intelectualóides" de plantão caguem pra isso. A energia que enviamos para o mundo é aquela que recebemos em troca. Quando pensamos que o mundo está uma merda o que estamos fazendo para que ele mude? Economizamos água? Eliminamos os sentimentos de arrogância, orgulho e rancor? Parece que permaneceremos na "merda" (com o perdão da palavra).
Mas ainda há esperança. As pessoas estão percebendo que só ficar reclamando é bobagem e começam a promover mudanças.
Voi là?
Texto do dia
Momento de Gratidão
Do Blog Designando (nos meus links)
Vou lançar um exercício aqui no blog que durará o mês de fevereiro mas deve ser posto em prática diariamente na vida de cada um. Eu sempre falo aqui que a gente deve focar naquilo que tem e não naquilo que não tem. Só essa mudança de foco já faz maravilhas na vida de uma pessoa. Então, além de focar, vamos agradecer à Deus, ao universo, à quem quer que seja - não importa, pelas coisas que temos em nossas vidas.
Então o exercício é o seguinte: todo o dia à noite, antes de dormir, pense em uma coisa pela qual você é grato. Mentalize e agradeça de coração. Eu vou fazer esse exercício publicamente aqui no blog durante o mês de fevereiro e vou continuar fazendo sob a forma de pensamento durante todos os outros dias. Ao final de cada post eu vou pensar em alguma coisa na minha vida pela qual sou grata.
Vale agradecer por qualquer coisa: das mais pequenas às mais grandiosas. Vale agradecer pelo sorriso que recebeu de um desconhecido na rua aquele dia, pelo passarinho que viu da sua janela, por uma pessoa importante que tem na sua vida, por uma casa, por um momento. Qualquer coisa. O importante é reconhecer aquilo que temos e dar valor. Agradecer de coração.
Convido todos à participarem desse exercício comigo. À que vocês são gratos?
Imagem do dia
Fui buscar na internet uma imagem que tivesse ligação com gratidão. E olhem o que encotrei no site www.aila.org.br (Alianca Internacional do Animal):
A foto mostra uma cadela Doberman lambendo um bombeiro exausto. Ele tinha acabado de salvá-la de um incêndio em sua casa, resgatando-a
e levando-a para o gramado da frente. Ela estava prenha. O bombeiro teve medo dela no início, pois nunca antes ele tinha resgatado um doberman.
Quando finalmente o fogo foi extinto, o bombeiro sentou na grama pra recuperar o fôlego e descansar.Um fotógrafo do jornal "The Observer", notou o doberman olhando para o bombeiro. Ele a viu andar na direção dele e se perguntou o que a cachorra iria fazer. Enquanto o fotógrafo levantava a câmera, ela se aproximou do bombeiro que tinha salvo sua vida e as dos seus filhos e beijou-o.
LEIA!!!!
UM, NENHUM E CEM MIL
de Luigi Pirandello
Ed. Cosac & Naify
Considerado o romance mais complexo do grande dramaturgo, romancista e contista italiano Luigi Pirandello (1867-1936).
Um, nenhum e cem mil é uma especulação metafísica, poética e bem-humorada do protagonista Vitangelo Moscarda sobre sua identidade. Esta edição é enriquecida pela apresentação do crítico Alfredo Bosi e por entrevista que o historiador Sérgio Buarque de Holanda fez com o autor italiano, em 1927.
posted by PARRIOT PB |
02:11
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Quinta-feira, Maio 10, 2007
Talvez eu esteja um pouco como essa música. E sei que sempre quando estou assim, logo saio mais fortalecido.
É só ter muita paciência e acreditar...
Pierrot
(Marina Lima)
Sim, eu resolvi me ausentar
Para ocultar a minha dor
Fugi, menti
Talvez por pudor
Desde então tanta coisa aconteceu
Que eu parei pra melhor pensar:
Voltei pra te dizer o quanto eu senti
Não te beijar
E a vida segue, sempre nesse vai e vem
Que não passa das ondas do amor
Gira, roda
Como um pierrot
Eis que um dia aquela bela casa cai
E não há mais como negar:
Voltei prá te dizer que aqui no meu Brasil
Outra flor não há
Aqui: cada cidade é uma ilha, sem laços, traços, sem trilha
E o medo a nos rodear
Então: bem vindos à minha terra feita de homens em guerra
E outros loucos pra amar
E tem sido assim, desde que o mundo é mundo
Os homens temem a paixão
Ela fere, ela mata
Tal qual um dragão
Enfrentar ainda causa tanto medo
Mas fugir é bem pior:
Voltei prá te dizer que nessa guerra
Não há vencedor
Aqui: cada cidade é um porto, disse o poeta prum broto
Que não queria arriscar
Vem, bem vindo a minha terra, feita de homens em guerra
E um outro louco pra amar.

posted by PARRIOT PB |
02:56
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Sexta-feira, Maio 04, 2007
Episódio de hoje:SONHOS SÃO COMO DEUSES CIUMENTOS
Às vezes não te dá vontade de chorar por causa de um amor perdido? Acho que vivo preso ao passado porque sinceramente vivo chorando por amores perdidos. Não por causa de qualquer amor perdido mas por causa daqueles grandes. Aqueles em que se acredita que tudo pode valer a pena.
Acho que uma das grandes desvantagens dos sonhos é que muitas vezes eles te levam pra longe das pessoas que se ama. E pode acontecer com qualquer um. Comigo, com você ou com alguém que você já conheceu.
E por amor, eu entendo ser aquela coisa que sobe pela espinha e dá um nó na garganta cada vez que se sente saudade. Mesmo aqueles que deixaram mágoa. Mas como eu ouvi hoje: orgulho não combina com as questões do coração. Mas por mais que alguém me diga isso, na prática não é tão fácil.
Quando me deu vontade de largar tudo e voltar pra minha vidinha besta por causa de alguém eu deixei passar, porque infelizmente nossa vida não é uma comédia romântica e algumas coisas nessa mesma vida exigem voto. Certos estilos de vida são votivos e não é diferente comigo. Talvez seja pra você ou pro seu vizinho.
É difícil dizer que se ama alguém, porque às vezes o amor é tão grande que faltam palavras e aí eu deixei esse poema do Mário Quintana no post anterior: Não sei, nunca soube o que dizer-te (...)
Às vezes dá saudade. Às vezes sinto vontade de chorar. Mas também, em seguida, vem aquela sensação de que o que ficou no passado é porque precisava ficar no passado. È preciso seguir em frente. E fazer poemas.
Texto do dia
Horas de Saudade
Castro Alves
Tudo vem me lembrar que tu fugiste,
Tudo que me rodeia de ti fala.
Inda a almofada, em que pousaste a fronte
O teu perfume predileto exala
No piano saudoso, à tua espera,
Dormem sono de morte as harmonias.
E a valsa entreaberta mostra a frase
A doce frase qu'inda há pouco lias.
As horas passam longas, sonolentas...
Desce a tarde no carro vaporoso...
D'Ave-Maria o sino, que soluça,
É por ti que soluça mais queixoso.
E não vens te sentar perto, bem perto
Nem derramas ao vento da tardinha,
A caçoula de notas rutilantes
Que tua alma entornava sobre a minha.
E, quando uma tristeza irresistível
Mais fundo cava-me um abismo n'alma,
Como a harpa de Davi teu riso santo
Meu acerbo sofrer já não acalma.
É que tudo me lembra que fugiste.
Tudo que me rodeia de ti fala...
Como o cristal da essência do oriente
Mesmo vazio a sândalo trescala.
No ramo curvo o ninho abandonado
Relembra o pipilar do passarinho.
Foi-se a festa de amores e de afagos...
Eras ¿ ave do céu... minh'alma ¿ o ninho!
Por onde trilhas ¿ um perfume expande-se
Há ritmo e cadência no teu passo!
És como a estrela, que transpondo as sombras,
Deixa um rastro de luz no azul do espaço...
E teu rastro de amor guarda minh'alma,
Estrela que fugiste aos meus anelos!
Que levaste-me a vida entrelaçada
Na sombra sideral de teus cabelos!...
Imagem do dia:
Momentos de J. R. Garcia
posted by PARRIOT PB |
02:54
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