Parriot 2007 - Ano V - Entre a Terra e os Céus
Parriot 2007 - Ano V - Entre a Terra e os Céus
A Terra é muito mais do que um amontoado de gente e coisas. Não existe so um céu. Viva entre a Terra e os Céus.
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Sábado, Outubro 27, 2007

Caminhos me Levem
Almir Sater e Paulo Simões


Amanhã bem de manhã
Vou sair caminhando ao léu
Só vou seguir na direção
De uma estrela que eu vi no céu
Pra que fingir que não devo ir
Caminhos me levem
Aonde quiserem
Se meus pés disserem que sim

Vejo alguém seguindo além
Eu aceno com meu chapéu
Pois tanto faz de onde ele vem
Pode ser algum menestrel
Que vai e vem, sempre
Sem ninguém
Caminhos te levem, aonde puderem
Se teus pés quiserem assim

Mesmo me afastando de você
Sei que não te deixo me esquecer
Mas tente compreender minhas razões

Já faz um tempo
Em que eu vivi
Feito linha de um carretel
Olhei em volta então me vi
Prisioneiro de um anel
Não resisti
Foi bem melhor partir
Perigos me esperam
Abrigos não quero
Que meus pés decidam
Por mim

Mesmo me afastando de você
Sei que não te deixo me esquecer
Mas é nosso dever fazer canções.



posted by PARRIOT PB | 17:29
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Terça-feira, Outubro 23, 2007

TEMPORADA DE RETROSPECTIVAS

Como tradicionalmente nos finais de ano eu convido aos amigos para escreverem sobre o último ano, suas conquistas, amores, desamores, fatos marcantes, imagens marcantes, venho novamente para chamá-los a participar.

A partir de dezembro celebraremos o ano de 2007 relembrando essas coisas e todos podem enviar suas histórias, imagens, músicas e o que mais vier à cabeça para falar desse ano.

Quem quiser, pode enviar seu material para jeancandido@hotmail.com.

Este ano será ainda mais especial porque em 2008 muitas mudanças serão feitas no blog, ainda surpresa, mas posso dizer que nada será como antes.

Um beijo a todos.

posted by PARRIOT PB | 13:53
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Sábado, Outubro 20, 2007

Episódio de hoje:CENSURAS ÍNTIMAS

Vivemos num país que está entregue nas mãos da violência.

Isto é o que escutamos todos os dias e que agora está nas bocas dos brasileiros por causa do filme Tropa de Elite (que eu ainda não vi no cinema e me recusei a comprar DVD pirata porque aqui também reclamamos da corrupção, mas todo mundo ajuda no processo).

Porém, existem alguns tipos velados de violêcia que deixamos passar em branco porque nos acostumamos a eles. A censura, por exemplo. Pensamos na censura sempre de uma forma macro e deixamos de lado seus mecanismos na esfera íntima. Neste ponto, acho que os meios de comunicação de massa (leia-se TV, cinema e teatro comercial) são eficazes. A comunicação de massa utiliza-se do benefício do grande alcance para introjetar certos conceitos e pré-conceitos que ficam arraigados na cultura. São preciosos mecanismos de manutenção dos tacanhos moralismos a que nos submetemos há, no mínimo, dois séculos.

Quando consideram que a psicanálise tem a função de adequar o indivíduo à sociedade já é um princípio de censura. Impedir que alguém pense diferente dos outros e aja de forma congruente com seus pensamentos porque eles são inadequados é censura. Não falo da loucura que seria o extremo dessa questão.

Falo dessas pequenas censuras que nos aplicam no dia-a-dia com um simples "cale a boca" ou "não faça desse jeito que é feio" "Não diga palavrões" "não expresse seus sentimentos dessa forma". Repressões diárias que numa amplitude maior acaba no mesmo resultado: censura. Os pequenos repressores com maior poder se tornam os grandes censores.

Acredito na liberdade de expressão, na capacidade individual de pensar mesmo que diferente da maioria.

posted by PARRIOT PB | 21:13
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Segunda-feira, Outubro 15, 2007

Prepare o seu coração
Pras coisas que eu vou contar...

posted by PARRIOT PB | 23:52
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Episódio de hoje: A CENA DE ZÉ CELSO

Ontem encerrou-se o Riocenacontemporânea, festival de Teatro e Dança do Rio. Foi um festival riquíssimo, com bons espetáculos, mas a sensação, sem dúvida alguma foi com Zé Celso Martinez. Um dos grandes expoentes do movimento tropicalista brasileiro na década de 60, Zé Celso continua na ativa (e que ativa!) com fôlego pra mais uns bons anos de protesto.

Zé Celso traz em cena uma grande ópera brasileira, no melhor estilo. Lá temos a história de "Os Sertões", livro de Euclides da Cunha que narra as expedições do exército brasileiro contra Canudos e seu Antônio Conselheiro. Assim como Euclides da Cunha fez um primoroso e completo trabalho sobre o Brasil, Zé Celso coloca em xeque tudo o que acreditamos ser o Brasil. O Brasil de Zé Celso é o Brasil das misturas e das separações. É o Brasil que de tão grande e diverso é também o Brasil do povo massacrado há séculos.

O Sertão que Zé Celso coloca no palco diz também do sertão que enfrentamos hoje neste país. Da corrupção indecente, dos evangelistas da podridão e da falta de ética, das especulações econômicas em detrimento das necessidades do povo. Os Sertões de Euclides da Cunha existe ainda hoje. Hoje as revoltas são abafadas pela televisão alienante, que coloca todos "num só rebanho de condenados" (parafraseando Ariano Suassuna). A luta de Zé Celso é pela Universidade Antropofágyca e pelo fim da especulação imobiliária do Grupo Silvio Santos que transformará o Bexiga num sertão cultural.

Mas vivemos esse sertão em todo o país. No Rio de Janeiro com a guerra explodindo e nenhum de nós fazemos nada. No Vale do Jequitinhonha onde a pobreza ainda é imoral mesmo num estado tão rico como Minas Gerais. No Sertão da Bahia que traz em seu território a mais rica bacia hidrográfica do mundo.

Há que se ter esperaça. Li a entrevista do Ministro da Educação na revista Veja onde ele diz que nossa educação é infértil. Já sabíamos disso, mas acredito que antes tarde do que nunca. E além disso, por falar em revista, nossa imprensa que é imunda, passa do marrom. E, pra completar, como só pensamos em nosso próprio pau a onda agora é não ler jornal. Porque só tem notícia ruim, porque só fala de política e assim vamos em frente, lerdamente.

Eu também estava entrando nessa de não ler jornal até que me toquei que eu preciso saber do que está acontecendo porque só assim posso desenvolver minha crítica. Falamos que o país está uma merda, mas não fazemos nada. Não fazemos absolutamente nada e enquanto isso a vida segue como o barquinho a deslizar no vazio azul do mar.

Acordemos amigos!

E Zé Celso reacendeu em mim uma certeza. A de quero uma arte do Brasil, sobre o Brasil. E é engraçado como nossas buscas nos levam às respostas. Tudo foi importante nestes meses. A mudança pro Rio, esta viagem a Porto Alegre, essa minha fé inabalável na cultura desse nosso povo.

E viva o Brasil!


Cena de "Os Sertões" - A Terra de Zé Celso no Riocenacontemporânea 2007. Eu estava lá.
Foto de Mônica Imbuzeiro


Texto do dia

IÓ! Brasileiros

Nós brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Amazonas, em 5 de outubro de l897, nós, representados então, por 6.000 militares, massacramos em nome da Liberdade, Igualdade, e Fraternidade, a segunda maior cidade da Bahia ,depois de Salvador.
25.000 habitantes, edificada em Mutirões, de doze casas erguidas por dia, organizada em Conselhos, exportadora de Couro de Bode pra Europa.

Esta cidade possuía gente de crença enorme em si mesmo, em seu poder, 'uma crença forte e consoladora' como escreveu Euclides da Cunha.

Tudo isso foi Massacrado.

Ninguém da cidade de Canudos, se entregou. 'Caso único na história'.

Nossos representantes fardados, jogaram querosene e queimaram tudo e ainda,com gente viva lá dentro.

Nós, Recém Nascidos Republicanos, tornamos cinzas, apocalipse de yesterday como os de now, a rebelião de Canudos, a última da República Velha, a mais perigosa,
a mais rica, a mais audaciosa, a mais empesteadoramente bela!

Sobre esse sangue degolado, derramado no Palco da Luta, foi erguido o fundamento, a legitimidade a 'Ordem e o Progresso' da nossa atual Velhíssima República.

Depois do Apocalipse do Fogo, pouco a pouco, os sobreviventes da guerra e outros doidos de deus, retornaram ao lugar Tabu e construíram uma segunda Canudos.

A ditadura militar, trouxe depois do Apocalypse do Fogo, o Dilúvio das Águas.

A Cidade renascida foi inundada, A estátua árvore de Conselheiro, de Mário Cravo, onde o povo acendia velas ao Bom Jesus, foi retirada da praça de Salvador Bahía, depois do golpe de 1964.

Canudos foi reconstruída pela terceira vez. Teve seu apogeu no centenário de Conselheiro: quando foi asfaltada a estrada que levava ao Caminho
da Jerusalém do Sertão, Mas o asfalto da estrada virou pedra, não foi conservado.

A 3ª Cidade de Canudos, está agora, isolada de nós, e do Globo.
E não se conforma com isso, como Dona Joselina da Pousada Recanto Pôr do Sol.
Isailton, o guia memorialista do Museu de Canudos, guardião do Morro da Favela, tombado aos cuidados da Universidade da Bahia.

Está hoje, quase exatamente, como Euclides descrevia o lugar de antes da Guerra : 'a Terra Ignota'

A estréia mundial da mídia Telégrafo foi na Guerra do Fim do Mundo de Canudos, que tornou-se lugar conhecido em todo Planeta .
Todos grandes artistas brasileiros Glauber, Oswald, Gilberto Freyre, Nelson Rodrigues, Guimarães Rosa, e muitos e muitos,
ligaram-se na anunciação do povo brasileiro de ' Os Sertões'.

É o grão da nossa revolução cultural, a rocha viva regenerando, o ser-estar brasileiro, sempre.

Hoje o Sertão virou Mar, mas de lixo plástico.
Canudos tem agora 11.0000 habitantes menos que em l897.

Mas há lá, um povo novo, querendo crescer, com Lan House instalada há pouco tempo na rua principal, com a gestão do Prefeito Adailton, que faz aniversário no dia seguinte a Cosme Damião, um Historiador, uma criança muito apaixonada, por fazer tudo, por sua região, pela terceira vez.

Esta na hora de que todos nós brasileiros fazermos a redenção, a justa história, o pedido de perdão por estes Massacres, onde se inclui principalmente ,
o da nossa negligência de mais de 100 anos, por não ter feito nada pelo lugar, quando tomamos consciência que tínhamos destruído a nós mesmos,
a cidade deste povo irmão, deste sertanejo, antes de tudo um forte.

O Livro 'Os Sertões', foi o primeiro ataque ao o escândalo de dois Brasis desiguais, com a Repressão do próprio Estado Brasileiro,
massacrando, degolando, seu próprio povo.
Euclides foi inspirado por todas as línguas de fogo do Espírito Santo. Escrito em todas as línguas,
linguagens, ciências, poesias, começou a interpretar, através do Crime praticado pela nacionalidade, o próprio Brasil, para nós mesmos brasileiros e para todo mundo.

'Os Sertões' é o livro mais traduzido do Brasil. Da China, que o define shakesperianamente como 'Poema Ilimitado' à Alemanha, onde é lido em Papel Bíblia ,
numa edição da SurkampfVerlag, a maior editora alemã, como grande poeta da Guerra Atual Mundial do Terror de hoje ainda.

8 de outurbo de 2007, 40 anos do assassinato do Che na Bolívia pré-Guarani.

'Fanáticos' de todas as universidades do mundo, vem conhecer a cidade do DNA, inspirador do conceito de 'crime das nacionalidades' criado pelo brasileiro Euclides da Cunha em 2 de 12 de 1902 (data do lançamento do livro) no Rio de Janeiro; atraídos pelo sertanejo, antes de tudo, esse forte; pela estruturação ao vivo, política da cidade em forma de Muritão e Conselhos.

Desde o primeiro Massacre, nenhuma atitude concreta por nós brasileiros, foi tomada .

As cidades do mundo que passaram pelo que passou Canudos, foram reerguidas, Hiroshima, Berlim, Leningrado, Bagé, e tornaram-se pontos irradiadores de vida ,
Corações-Chacras do Amor Des-Massacrante.

Daqui do Rio de Janeiro , de onde o Brasil inteiro era convocado para Massacrar Canudos, escrevo, preparando-me para temporada em Quixeramobim,
cidade Natal de Antônio Maciel, o Conselheiro.

Esta cidade está em plena Primavera. Há movimento de seus jovens que nos convidaram e criaram condições juntamente com o Prefeito Edmilson Junior,
que bancou 50% do alto Custo das 5 partes de ' Os Sertões' para estrearmos lá, no dia 14 de novembro próximo.

A Secretaria da Cultura do Estado do Ceará, sob gestão de Auto Filho, apoiou fortemente, e criou uma logística para que ônibus de todo Estado acorram
para o coração do Ceará como é chamado Quixeramobim, e montem acampamentos para estar no evento.
Um pra lá de Woodstock dos tempos atuais.

De lá seguimos para Canudos, para fazer 'Os Sertões' no Belíssimo Estádio de Futebol, de Canudos.

Propusemos o apoio pessoalmente ao Governador da Bahia Jacques Wagner , e por telefone para a Pra lá de Primeira Dama Fátima, que tem se destacado como revolucionária incansável do crescimento da cultura na Bahia.

O Secretário da Cultura do Estado da Bahia, Márcio Meirelles, diretor do grupo de Teatro do Oludum, é um dos entusiastas desta ação.

Mas, não basta fazermos lá por cinco dias nosso espetáculo .
Baixa a Magia do Teatro, a Internet Transmite, o mundo comove-se ou não, e nós voltamos a São Paulo e Canudos retorna a Terra Ignota.
Não, isso não vai acontecer.

É hora do Desmassacre!

Pela luta contra o crime das nacionalidades, a favor do crescimento do Sertão Brasileiro , quero que os anos e anos de trabalho que nós da Associação Teatro Oficina Uzyna Uzona, tivemos, para fazer a incorporação de Theatro do livro de Euclides, como um real Desmassacre, inspirem como estão inspirando a mim, TeAtos:

atos, de investimentos maciço na irrigação das águas paradas do açude de Cocorobó, que serviu até agora, somente para afogar a Memória de Canudos.

Que se abram artérias e mais artérias da água no corpo da Terra, e faça da cidade um Vastíssimo Pomar Sem Donos.

Que Luciano Coutinho na Direção do BNDES, Gedel Vieira Lima ministro de integração nacional, do Ministério da Integração Nacional, o Ministro de Assuntos Estratégicos recém nomeado filósofo jurista Mangabeira Unger, Marta Suplicy, Ministra do Turismo, Gilberto Gil, Ministro da Cultura, promovam um movimento de investimento real naquele belo e riquíssimo losango da bandeira brasileira, Canudos, a Jerusalém dos Sertões, capital de todos os imensos quintais dos Estados do Nordeste que para lá dão.

O desenvolvimento econômico da região vai propiciar a epifania da Caatinga sob Guarda da Universidade da Bahia: o lendário Morro da Favela, assim chamado pela planta que é chapa fervente envenenada se a invadimos, mas que a carícia dos ventos das madrugadas, provoca orvalho do sons das lágrimas de Paulinho da Viola.

De lá veio a primeira Favela do Brasil ? a da Providência, onde, pra não morrer, foram morar os soldados do Exército Brasileiro contra Canudos, que não tiveram seu soldo pago pelo Estado, que faliu com a Guerra .

Canudos acesa, acende, o Monte Santo, o Razo da Catarina, a Pedra do Reino, as Cavernas de São Bom Jesus da Lapa e todas os sítios Iluminados do sentimento órfico brasileiro pagão chamado de 'fanatismo' pelos positivistas.

Para o Ministério das Relações Exteriores, de Celso Amorim, para o Iphan e a Monumenta de Fernando de Almeida fica a missão de liderar o movimento pela transformação de Canudos em Patrimônio Mundial da Unesco.

Neste lugar, poderemos os que estivermos vivos, brevemente proclamar a Nova Abolição do Cativeiro: O Fim da Guerra do Narcotráfico com a Descriminalizacão da Droga no Brasil e sua passagem pro Ministério da Saúde e sem deixar a Souza Cruz tirar o comércio das mãos dos que por ele lutaram, estes anos obscuros e sangrentos.

Presidente Lula, seu jogo de cintura, sua política de Caetê Antropófago, tem de estar na Pagelança deste movimento.

Esclarecimentos: Luis Paulo Neiva,da Universidade do Estado da Bahia (popularmente UNEB).a frente de uma equipe de cientistas, tem os estudos feitos para fazer realmente o Sertão virar PoMar, já. Informa:

1-No Parque Estadual de Canudos, que também implantamos e administrado pela UNEB, temos aí o bioma caatinga precisando ser preservado e repovoado (algumas plantas estão em processo de extinção). É Uma zona de combate da Guerra, com 1.321 hectares,, está com seus sítios históricos e arqueológicos demarcados (Alto/Morro da Favela; Vale da Morte, Hospital de Sangue da primeira e segunda Colunas; Fazenda Velha, Alto do Mário, Degola, etc).


2-O Açude Cocorobó, foi iniciado na década de 40 e inaugurado em 1987. Tem uma capacidade de acumulação de água de 293 milhões de metros cúbicos de agua, poderia abastecer mais de 2o municípios da região - hoje abastece Ós, a cidade e a zona rural é abastecida por carro pipa (seguindo o clientelismo etc). Produz poucos peixes e poderia produzir 800 a 1 mil toneladas de peixes por ano, ou seja 3 ton por dia - o que dinamizaria a região.O Perímetro irrigado Vaza Barris (PIVB) poderia irrigar 5 mil hectares, hoje irriga menos de 1 mil utilizando culturas muito demandadoras. Hoje, há DESPERDÍCIO E O SISTEMA DE IRRIGAÇÃO É INADEQUADO. Existem áreas já salinizadas etc. etc. A minha pesquisa anterior constatou que os agricultores auferiam uma renda inferior a Hum salário mínimo, enquanto agricultores alí perto, em Juazeiro estão se articulando com mercados exigentes da Europa e EUA, etc, etc.
Há uma réplica da Estátua do Conselheiro, de Mário Cravo, que está no Memorial Antonio Conselheiro da Uneb em Canudos. Ali também tem um museu, uma pequena biblioteca, e um jardim com plantas citadas em Os Sertões - esse jardim tem o nome Praça João de Regis (filho de Conselheirista. Falecido recentemente e um dos melhores depoentes sobre a Guerra).

Sem perda de tempo, aproveitemos este momento excepcional do Brasil

José Celso Martinez Corrêa

M E R D A

posted by PARRIOT PB | 21:30
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Domingo, Outubro 14, 2007

Episódio de hoje: AÇÃO POLÍTICA NÃO É CARNAVAL

E parece que no Brasil é tudo assim. As ações políticas (que deveriam ser) sérias viram carnaval, festa. É a forma com que o brasileiro encontra de lutar por seus direitos. Não acho que seja ruim ou errado, mesmo porque quem sou eu para falar alguma coisa contra alguma coisa.

Mas, sim, estou falando da Parada GLBT pelo Orgulho Gay. Em primeiro lugar, a segmentação é realmente importante para que se lute por questões sociais importantes. Não acho que o problema esteja no Movimento Gay, Movimento Negro e tantos movimentos e ONGs que pipocaram por aí. O que discuto é se a Parada Gay realmente é realizada da maneira como deveria. Se há realmente engajamento político ou se tudo não passa de uma grande festa.

A começar pelas empresas que patrocinam as Paradas. Geralmente tratam-se de sites de encontros, saunas gays (que todos sabem porque existem). E vira um grande carnaval, uma grande micareta gay com muitas cores e muita gente achando legal e vendo como a galera gay é divertida. E a parada vai perdendo seu caráter político pra se tornar um evento festivo como se fosse feriado de Nossa Senhora Aparecida. E sendo assim não sei até que ponto é realmente forte.

Há ainda o que eu chamo de "seguidores". Seguidores são aqueles que fazem parte de uma galera que viaja atrás das paradas. Cumprem a agenda. Em Junho estarão em São Paulo, em Agosto estarão em Belo Horizonte e em Outubro estarão no Rio de Janeiro. O que procuram os seguidores? Espaço para se expressar. Considero esta ação como atitude política, se fosse realizada da maneira correta.

Festa por festa já temos demais. Carnaval o ano inteiro na rua, no sambódromo e na política. Há sempre uma deputada dançando porque seus colegas corruptos foram absolvidos, há sempre o carnaval das lutas políticas pela CPMF, há também o Carnaval da impunidade (já falei disso, né?).

Nosso bloco continua indo às ruas, mas dessa vez não é mais metafórico, é real. É realmente um bloco de carnaval. E confesso, isso não me agrada. As lutas são legítimas, mas não acho que gay é uma raça diferente. Acho que a forma de lutar está equivocada, mas também não sei dizer (Ainda) qual seria a melhor forma.

posted by PARRIOT PB | 08:07
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Quinta-feira, Outubro 11, 2007

Põe-me as mãos nos ombros...
Beija-me na fronte...
Minha vida é escombros,
A minha alma insonte.

Eu não sei por quê,
Meu desde onde venho,
Sou o ser que vê,
E vê tudo estranho.

Põe a tua mão
Sobre o meu cabelo...
Tudo é ilusão.
Sonhar é sabê-lo.


Fernando Pessoa

posted by PARRIOT PB | 13:51
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Quarta-feira, Outubro 10, 2007

ATENÇÃO!!!!

Preparem suas idéias e participe da Retrospectiva 2007 do blog. Dezembro está chegando.
E a trilha sonora 2007 também está em preparação.



Episódio de hoje: O BLOCO NA RUA

O Riocenacontemporânea me trouxe grandes coisas. Uma delas foi o espetáculo Os Sertões do Zé Celso Martinez, verdadeiro ritual teatral, ópera brasileira de 30 horas, divididas em cinco espetáculos de seis horas de duração em média.

Zé Celso e seus atores colocam ali tudo o que pode pra falar de teatro, arte, política, Brasil...E sua luta é incansável e embarquei junto nesta história. E cada vez mais sinto que viver sem arte é sobreviver, não viver. Além disso, o espetáculo O Quarto Interior do grupo português Circolando também me trouxe uma grata surpresa.

Mas é ainda mais forte e cada vez mais forte a minha ligação com o que o Brasil tem a oferecer, com o que faz parte da nossa cultura tão miscigenada e rica. Já sentia isso antes e reavivou isso em mim depois dessa viagem à Porto Alegre em que vi de perto uma festa folclórica tão forte como a Farroupilha e no Zé Celso revi a questão da cultura nordestina e sertaneja que também sempre foi forte pra mim. Então cheguei à conclusão que não é a cultura nordestina ou a cultura gaúcha que me dão curiosidade, é a cultura brasileira. Entender, explicar? Não sei se é essa a minha função como artista (e artista tem realmente uma função específica?, ainda não sei). Sei que como artista vejo que preciso pensar mais na cultura brasileira pra tentar transmitir à população o que é isso. Resgatar, reiterar, manter.

Tá chegando a hora de eu colocar o meu bloco na rua. Cada vez mais próxima esta hora. E sinto, com satisfação, que não vivi tudo o que vivi e vi inutilmente. Tudo me trouxe para onde estou e cada vez mais começo a definir - para este momento - o que quero como artista.

Texto do dia

Nós, brasileiros, somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi crime ou pecado. Nela fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos viveu por séculos sem consciência de si... Assim foi até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de brasileiros...

Darcy Ribeiro em O Povo Brasileiro

Imagem do dia



O Morro Vermelho de Lasar Segall

posted by PARRIOT PB | 03:56
CASO QUEIRA OUVIR A RÁDIO UOL OU ASSISTIR ALGUM VÍDEO, PAUSE A MÚSICA.
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